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Plástica Ocular Reconstrutiva

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No domingo (13/04), o Correio Braziliense publicou a entrevista com o Dr. Rodrigo Durães do departamento de plástica ocular do Visão. O  médico falou sobre as novas técnicas de cirurgias utilizadas para reparar  problemas serveros de olho seco, ptose e outras anomalias nas páplebras. 

O departamento de Plástica Ocular do Visão Instituto Oftalmológico Associados INBO/ISOB é chefiado pelo Dr. Luis Fernando Rabelo e conta com uma equipe altamente qualificada.

Além da equipe de sepcialistas, equipamentos de última geração, o grupo ainda tem convênio com mais de 60 planos de saúde e oferece parcelamentos para cirurgias e outras intervenções.

Leia a entrevista:

Tela de proteção

Distúrbios sérios nas pálpebras, que podem até comprometer a visão, são corrigidos com pequenas intervenções cirúrgicas

Maria Vitória
Da equipe do Correio

A cirurgia plástica das pálpebras não se restringe às intervenções estéticas e de rejuvenescimento facial. O tratamento também corrige anormalidades e reconstrói a região que circunda os olhos. Diversos problemas oculares estão além da questão da visão, mas que influenciam a capacidade de uma pessoa enxergar bem. Entre esses distúrbios estão o excesso de pele e gordura nas pálpebras, pálpebras caídas e viradas para dentro ou para fora, fechamento dos canais lacrimais, tumores palpebrais e orbitários.

O oftalmologista e cirurgião plástico ocular Rodrigo Duraes explica que estão surgindo novas técnicas para reconstrução palpebral. “No momento, desenvolvemos uma técnica para entrópio (pálpebras viradas para dentro) congênito de pálpebras superiores, patologia pouco citada em livros”, diz o médico. Ele alerta também para o caso do olho seco grave, que pode ser resolvido com o enxerto de glândulas salivares na conjuntiva da pálpebra com objetivo de evitar a perda da córnea e da visão.

Outro distúrbio bastante comum é a ptose — a pálpebra caída, dando o aspecto de cansaço. O cirurgião plástico esclarece que o problema tem origem muscular ou neurológica, acarretando a perda de força da pálpebra para o movimento de abrir e fechar os olhos. Todas as cirurgias de correção são delicadas, com necessidade de pontos internos. “A recuperação exige repouso e até três meses de cuidados, como não coçar os olhos, evitar movimentos bruscos e usar colírios especiais”.


Palavra do especialista

As cirurgias meramente estéticas das pálpebras podem causar complicações no futuro?
A blefaropastia é a cirurgia plástica mais comum da face. Quando bem indicada, com exames pré-operatórios, incluindo os oftalmológicos, as chances de complicações são raras. Quando não há cuidados, no futuro o paciente pode apresentar olhos secos, olhos que não fecham devido ao excesso de retirada de pele, entre outros.

O uso inadequado de toxina botulínica também traz riscos?
Sim. Essa substância deve ser aplicada na região lateral das pálpebras, na área frontal e acima do nariz. Agora, se aplicar a toxina nas pálpebras superiores, ela vai paralisar o músculo elevador e o paciente terá ptose. Se aplicar na inferior, o músculo retrator vai cair, e a pessoa vai ter ectrópio. Lógico que as complicações são temporárias, durando o período de efeito do produto, de quatro a seis meses, porém é bastante desagradável para o paciente.

Os distúrbios palpebrais afetam mais homens ou mulheres?
Os dois sexos, mas as mulheres procuram mais a correção cirúrgica, por motivos estéticos, e o olho seco, por questão hormonal. No caso das pálpebras caídas com bolsas de gordura, por exemplo, além de melhorar o campo visual e a sensação de olho cansado, melhora a estética do rosto.

Rodrigo Duraes é oftalmologista, especialista em cirurgia plástica ocular do Visão Institutos Oftalmológicos INBOL/ISOB

CORREIO BRAZILIENSE